SAÚDE FINANCEIRA

201-1, 103-2, 103-3

A inflação medida pelo IPCA/IBGE permaneceu abaixo da meta estabelecida pelo Banco Central (4,5%), mas atingiu 3,75% em 2018, ante 0,52% acumulado em 2017, pressionada pela alta dos preços dos combustíveis. Já a taxa de juros, por sua vez, permaneceu em patamar historicamente baixo, o que reduziu o resultado financeiro da cooperativa.

Desempenho econômico-financeiro da Central Nacional Unimed

Sem Efeitos da RN ANS 430 (Pró-forma)

Para fins de comparação do resultado e acompanhamento das metas, o desempenho econômico abaixo representa os dados financeiros da Central Nacional Unimed sem os efeitos da RN 430, que exige a apresentação dos custos assistenciais decorrentes de intercâmbio habitual como redutores das contraprestações:

Ingressos Totais Sinistralidade Despesas Administrativas Resultado Financeiro Resultado Operacional Resultado Líquido
R$ 5.598 mm 87,0% 5,93% R$ 67,2 mm R$ 147,0 mm R$ 175,9 mm
+8,2% -2,4 p.p. +0,2 p.p. -20,1% +129,7% +32,7%

Em 2018, os ingressos totais registraram alta de 8,2% e somaram R$ 5.598,2 milhões – compostos pelas contraprestações de planos de saúde, receitas com coparticipações e receitas de intercâmbio. No ano, a Central Nacional Unimed conquistou 34.488 novos beneficiários, que representa 2,28% da carteira, para 1.546.243 beneficiários, enquanto o mercado registrou crescimento de apenas 0,4%.

A maior participação no faturamento da Cooperativa é composta por contratos de planos de saúde em pré-pagamento (61,4% do total), seguido pelos contratos em custo operacional (19,9%) e as receitas de intercâmbio e coparticipação (15,0% e 3,7%), respectivamente.

Durante todo o período, foram dedicados esforços para manter a sinistralidade em trajetória de queda, o que foi possível com importantes negociações com a rede credenciada, alteração da forma de remuneração dos laboratórios, criação de rede referenciada de oftalmologia, descredenciamentos de clínicas que mantinham práticas de exames autogerados, redimensionamento da rede de atendimento e reestruturação do processo de compra de OPME.

201-1, 103-2, 103-3

Todas essas medidas somaram uma economia de R$ 99,9 milhões em eventos, o que contribuiu para a redução da sinistralidade para 87,0%, em 2018, ante 89,4%, no ano anterior. O gráfico abaixo demonstra os principais indicadores de sinistralidade, comparativo a 2017, que refletem essa economia:

Sinistralidade 2018 - Principais impactos (R$)

As despesas administrativas consumiram 5,9% dos ingressos totais, o que representa elevação de 0,2 ponto percentual, na comparação anual. O principal fator para o aumento é o investimento em projetos estratégicos, como implantação de um novo sistema de ERP, modernização da Central de Atendimento ao cliente, entre outros. Estes investimentos possibilitaram um importante ganho de eficiência das despesas administrativas da Central Nacional Unimed, uma vez que em 2017 era necessário investir R$ 4,59 em despesas administrativas para gerar R$ 1,00 de resultado operacional. Em 2018, o valor investido recuou para R$ 2,22, enfatizando a eficiência dos gastos realizados.

201-1, 103-2, 103-3

O resultado financeiro, por sua vez, somou R$ 67,2 milhões, em 2018, contra R$ 84,2 milhões, em 2017, influenciado, diretamente, pela manutenção da taxa Selic em 6,5% durante todo o ano. Essa queda foi limitada pela ação da CNU na gestão de ativos financeiros, que elevou a rentabilidade relativa da carteira para 111,1% do CDI, em 2018, contra 101,2% do CDI, no ano anterior.

O resultado líquido alcançou R$ 175,9 milhões no ano, resultado 32,7% superior ao resultado de 2017 e se torna o maior da história da cooperativa. Dentro deste resultado, o fato mais importante é a redução da dependência do resultado financeiro na composição do resultado líquido. Em 2017, a participação do resultado financeiro era de 63,5% do resultado líquido, agora, essa participação é de 38,2%.

O Resultado Líquido impulsionou o Patrimônio Líquido da empresa para R$ 753,3 milhões, no final de 2018, um expressivo crescimento de 30,2%. Com isso, os Ativos Totais somaram R$ 1.968,1 milhões, representando alta de 20,7% no ano. Com relação à Margem de Solvência, calculada com base no percentual de 33% da média dos últimos 36 meses de eventos incorridos e proporcional para 2018 em relação ao total exigido, foi registrada cobertura de 120,5%.

De acordo com o preconizado na RN nº 209/2009, em seu Artigo 6º, Parágrafo 1º, as operadoras poderão substituir o percentual ponderador de 50% dos eventos em modalidade de preço pós-estabelecido pelo percentual de inadimplência médio, verificado pela operadora nos 12 (doze) meses anteriores à data de sua apuração, limitados a 10%, no mínimo, desde que demonstrado e autorizado pela DIOPE. A Central Nacional Unimed solicitou à ANS autorização para alterar a forma de cálculo de sua Margem de Solvência, conforme o estabelecido no Parágrafo 1º acima comentado, obtendo seu deferimento por meio do Ofício ANS nº 39/2017.

201-1, 103-2, 103-3

Além disso, em função da portabilidade da Unimed Paulistana e baseada no disposto na RN nº 384/2015, Capítulo II, Seção I, Artigo 4º, Item II, a Central Nacional Unimed assinou Termo de Compromisso e Ajustamento de Conduta em 25 de setembro de 2015, que em seu Artigo 2º, Parágrafo 2.4, Item II, estabelece “recalcular a necessidade de Margem de Solvência da operadora e estender seu Diferimento em cinco anos, além do previsto na RN nº 209/2009”.

As Garantias Financeiras relativas às Provisões Técnicas foram integralmente constituídas conforme o disposto na RN nº 209/2009, estando os Ativos Garantidores devidamente registrados nas Centrais de Custódia CETIP e SELIC, em conformidade com a RN 392/2015 e demais normas legais.

Impacto da RN ANS 430

Levando-se em consideração os impactos da RN 430, da ANS, em 2018, os ingressos totais registraram queda de 1,6% e somaram R$ 2.506,6 milhões – compostos pelas contraprestações de planos de saúde e das receitas de intercâmbio – influenciados pelo aumento de beneficiários que utilizam o intercâmbio.

Considerando que a RN 430 classifica como custo assistencial somente aquele relacionado aos atendimentos eventuais de intercâmbio - ou seja, atendimentos habituais passam a ser redutores das contraprestações - grande parte dos custos assistenciais que remanescem (73,0%) são com a rede credenciada, onde a cooperativa possui um menor sinistralidade.

Com relação à Margem de Solvência, o efeito da referida norma amplia o percentual de cobertura para 146,9%, uma vez que a média dos custos assistenciais reduz significativamente.

Ingressos Totais Sinistralidade
R$ 2.507 mm 74,5%
-1,6% -6,2 p.p.
 
Conheça o balanço financeiro da Central Nacional Unimed clicando aqui.
SAÚDE FINANCEIRA

201-1, 103-2, 103-3

A inflação medida pelo IPCA/IBGE permaneceu abaixo da meta estabelecida pelo Banco Central (4,5%), mas atingiu 3,75% em 2018, ante 0,52% acumulado em 2017, pressionada pela alta dos preços dos combustíveis. Já a taxa de juros, por sua vez, permaneceu em patamar historicamente baixo, o que reduziu o resultado financeiro da cooperativa.

Desempenho econômico-financeiro da Central Nacional Unimed

Sem Efeitos da RN ANS 430 (Pró-forma)

Para fins de comparação do resultado e acompanhamento das metas, o desempenho econômico abaixo representa os dados financeiros da Central Nacional Unimed sem os efeitos da RN 430, que exige a apresentação dos custos assistenciais decorrentes de intercâmbio habitual como redutores das contraprestações:

Ingressos Totais Sinistralidade Despesas Administrativas Resultado Financeiro Resultado Operacional Resultado Líquido
R$ 5.598 mm 87,0% 5,93% R$ 67,2 mm R$ 147,0 mm R$ 175,9 mm
+8,2% -2,4 p.p. +0,2 p.p. -20,1% +129,7% +32,7%

Em 2018, os ingressos totais registraram alta de 8,2% e somaram R$ 5.598,2 milhões – compostos pelas contraprestações de planos de saúde, receitas com coparticipações e receitas de intercâmbio. No ano, a Central Nacional Unimed conquistou 34.488 novos beneficiários, que representa 2,28% da carteira, para 1.546.243 beneficiários, enquanto o mercado registrou crescimento de apenas 0,4%.

A maior participação no faturamento da Cooperativa é composta por contratos de planos de saúde em pré-pagamento (61,4% do total), seguido pelos contratos em custo operacional (19,9%) e as receitas de intercâmbio e coparticipação (15,0% e 3,7%), respectivamente.

Durante todo o período, foram dedicados esforços para manter a sinistralidade em trajetória de queda, o que foi possível com importantes negociações com a rede credenciada, alteração da forma de remuneração dos laboratórios, criação de rede referenciada de oftalmologia, descredenciamentos de clínicas que mantinham práticas de exames autogerados, redimensionamento da rede de atendimento e reestruturação do processo de compra de OPME.

201-1, 103-2, 103-3

Todas essas medidas somaram uma economia de R$ 99,9 milhões em eventos, o que contribuiu para a redução da sinistralidade para 87,0%, em 2018, ante 89,4%, no ano anterior. O gráfico abaixo demonstra os principais indicadores de sinistralidade, comparativo a 2017, que refletem essa economia:

Sinistralidade 2018 - Principais impactos (R$)

As despesas administrativas consumiram 5,9% dos ingressos totais, o que representa elevação de 0,2 ponto percentual, na comparação anual. O principal fator para o aumento é o investimento em projetos estratégicos, como implantação de um novo sistema de ERP, modernização da Central de Atendimento ao cliente, entre outros. Estes investimentos possibilitaram um importante ganho de eficiência das despesas administrativas da Central Nacional Unimed, uma vez que em 2017 era necessário investir R$ 4,59 em despesas administrativas para gerar R$ 1,00 de resultado operacional. Em 2018, o valor investido recuou para R$ 2,22, enfatizando a eficiência dos gastos realizados.

201-1, 103-2, 103-3

O resultado financeiro, por sua vez, somou R$ 67,2 milhões, em 2018, contra R$ 84,2 milhões, em 2017, influenciado, diretamente, pela manutenção da taxa Selic em 6,5% durante todo o ano. Essa queda foi limitada pela ação da CNU na gestão de ativos financeiros, que elevou a rentabilidade relativa da carteira para 111,1% do CDI, em 2018, contra 101,2% do CDI, no ano anterior.

O resultado líquido alcançou R$ 175,9 milhões no ano, resultado 32,7% superior ao resultado de 2017 e se torna o maior da história da cooperativa. Dentro deste resultado, o fato mais importante é a redução da dependência do resultado financeiro na composição do resultado líquido. Em 2017, a participação do resultado financeiro era de 63,5% do resultado líquido, agora, essa participação é de 38,2%.

O Resultado Líquido impulsionou o Patrimônio Líquido da empresa para R$ 753,3 milhões, no final de 2018, um expressivo crescimento de 30,2%. Com isso, os Ativos Totais somaram R$ 1.968,1 milhões, representando alta de 20,7% no ano. Com relação à Margem de Solvência, calculada com base no percentual de 33% da média dos últimos 36 meses de eventos incorridos e proporcional para 2018 em relação ao total exigido, foi registrada cobertura de 120,5%.

De acordo com o preconizado na RN nº 209/2009, em seu Artigo 6º, Parágrafo 1º, as operadoras poderão substituir o percentual ponderador de 50% dos eventos em modalidade de preço pós-estabelecido pelo percentual de inadimplência médio, verificado pela operadora nos 12 (doze) meses anteriores à data de sua apuração, limitados a 10%, no mínimo, desde que demonstrado e autorizado pela DIOPE. A Central Nacional Unimed solicitou à ANS autorização para alterar a forma de cálculo de sua Margem de Solvência, conforme o estabelecido no Parágrafo 1º acima comentado, obtendo seu deferimento por meio do Ofício ANS nº 39/2017.

201-1, 103-2, 103-3

Além disso, em função da portabilidade da Unimed Paulistana e baseada no disposto na RN nº 384/2015, Capítulo II, Seção I, Artigo 4º, Item II, a Central Nacional Unimed assinou Termo de Compromisso e Ajustamento de Conduta em 25 de setembro de 2015, que em seu Artigo 2º, Parágrafo 2.4, Item II, estabelece “recalcular a necessidade de Margem de Solvência da operadora e estender seu Diferimento em cinco anos, além do previsto na RN nº 209/2009”.

As Garantias Financeiras relativas às Provisões Técnicas foram integralmente constituídas conforme o disposto na RN nº 209/2009, estando os Ativos Garantidores devidamente registrados nas Centrais de Custódia CETIP e SELIC, em conformidade com a RN 392/2015 e demais normas legais.

Impacto da RN ANS 430

Levando-se em consideração os impactos da RN 430, da ANS, em 2018, os ingressos totais registraram queda de 1,6% e somaram R$ 2.506,6 milhões – compostos pelas contraprestações de planos de saúde e das receitas de intercâmbio – influenciados pelo aumento de beneficiários que utilizam o intercâmbio.

Considerando que a RN 430 classifica como custo assistencial somente aquele relacionado aos atendimentos eventuais de intercâmbio - ou seja, atendimentos habituais passam a ser redutores das contraprestações - grande parte dos custos assistenciais que remanescem (73,0%) são com a rede credenciada, onde a cooperativa possui um menor sinistralidade.

Com relação à Margem de Solvência, o efeito da referida norma amplia o percentual de cobertura para 146,9%, uma vez que a média dos custos assistenciais reduz significativamente.

Ingressos Totais Sinistralidade
R$ 2.507 mm 74,5%
-1,6% -6,2 p.p.
 
Conheça o balanço financeiro da Central Nacional Unimed clicando aqui.